Concerto Live Aid, 13/07/1985 - Estádio de Wembley, Londres
Como todos sabem hoje, 13 de julho, é comemorado o Dia Mundial do Rock. Mas por que esta data foi escolhida para celebrar nosso gênero musical predileto?
Tudo começou quando o músico irlandês Bob Geldof organizou um mega concerto, batizado de Live Aid, em 1985 que visava arrecadar fundos para minimizar a fome e a miséria na África, especialmente na Etiópia, que naquela época passava por grave crise humanitária.
No dia 13/07/1985, o Live Aid foi realizado em dois locais: no lendário Estádio de Wembley, em Londres e no Estádio JFK em Filadélfia. Participaram destes concertos bandas e artistas consagrados, como Tina Turner, Mick Jagger, Queen, U2, The Who, David Bowie, Elton John, Phil Collins, entre outros. A pedido deste último, o dia 13 de julho foi definido como o Dia Mundial do Rock.
Confiram algumas performances deste show:
Participação memorável do Queen no concerto de Wembley:
U2 tocando Sunday Bloody Sunday, também em Wembley:
Eric Clapton tocando "White Room" no show da Filadélfia
Tenham todos um Feliz Dia do Rock e long life rock n' roll!!!
Continuando a série sobre bandas brasileiras dos anos 80, este post vai tratar da banda Violeta de Outono, marcada por uma sonoridade que mistura pós-punk com rock progressivo e som psicodélico, e cultuada no meio alternativo.
Formada em meados de 1984, contando com Cláudio Souza (bateria), Fábio Golfetti (vocais e guitarra) e Angelo Pastorello (baixo), sendo que os dois primeiros participaram da primeira formação da banda Zero.
No ano seguinte, gravaram um single "Heróis" além de uma fita demo contendo as músicas "Outono", "Dia Eterno", "Declínio de Maio" e "Reflexos Da Noite".
Em 1986 saiu um EP com quatro faixa, incluindo "Outono". Com este lançamento a banda obteve um relativo sucesso e chamou a atenção da gravadora RCA, que contratou a banda. Nesta época a banda poderia ter estourado nas paradas de sucesso, já que receberam um convite da Rede Globo para incluir a música "Outono" em um abertura de novela. O convite foi declinado, pois a banda imaginou que o som não faria sucesso entre o grande público e iria perder a aura cult.
Em 1987, é lançado o primeiro LP do grupo, Violeta de Outono, pelo selo Plug pertencente à RCA. O álbum incluía uma versão nova da música "Outono", além de destaques como "Dia Eterno", "Declínio de Maio" e uma versão cover de "Tomorrow Never Knows", Beatles, sendo que esta versão foi bastante elogiada por admiradores da banda inglesa. Em 1989 a banda lança seu segundo disco pela Plug, Em toda parte, que não foi tão bem sucedido quanto o álbum anterior. Logo após o lançamento deste LP, o selo Plug encerrou as atividades e a banda ficou sem gravadora.
Nos início dos anos 90, a banda entrou de molho, só fazendo alguns shows esporádicos, com um novo baterista, Cláudio Fontes, em substituição a Cláudio Souza, que havia deixado a banda após a gravação de Em toda hora. Nesta mesma época Fábio embarcou em um projeto chamado Invisible Opera of Tibet, idealizado por Daevid Allen, músico australiano e co-fundador das bandas Soft Machine e Gong. Com o nome de Invisible Opera of Tibet a banda lançou um disco chamado The Eternal Voice e chegou a fazer alguns shows em São Paulo sempre com público pequeno devido ao excesso de experimentalismo do projeto. Foi aí que em 1994 Fábio teve uma ideia para aumentar o público divulgando um show no Centro Cultural de SP do Violeta de Outonocom abertura da banda Invisible Opera..., que na verdade continham os mesmos integrantes. O resultado foi que o show foi um sucesso com casa lotada. Então resolveram voltar à ativa com o Violeta gravando um novo disco com o nome de Mulher na Montanha, com a banda em sua formação original. Ofereceram o disco para a antiga gravadora RCA (então BMG Ariola), que não mostrou interesse em lançar o disco no mercado, só sendo lançado em 1999 pelo selo inglês Voiceprint. Nesta época a banda já contava com outra formação, com Sandro Garcia no baixo e Gregor Izidro na bateria, já que Cláudio e Ângelo haviam deixado a banda após a negativa da BMG em lançar o Mulher na montanha.
Durante um ano e meio o Violeta fez vários shows fazendo ressurgir os fãs antigos e criando novos e chegaram a abrir shows da banda holandesa Focus em São Paulo e tocou com o ex-integrante dos Mutantes, Arnaldo Baptista no Rio Art Rock Festival.
Na primeira década deste século a banda lançou mais 2 álbuns de estúdio: Ilhas (2005) e Volume 7 (2007) , mantendo a sonoridade característica da banda, com pitadas de rock psicodélico e progressivo além de um DVD em tributo ao guitarrista Syd Barretdo Pink Floyd.
Em 2012 a banda lança mais um álbum de estúdio Espectro, seguindo o bem sucedido formato dos álbuns anteriores.
Confiram algumas músicas da banda:
Declínio de Maio - do álbum de estreia.
Dia Eterno - a mais conhecida do grupo, também do álbum de estreia
Eclipse - tocada durante show da banda no Rio ArtRock Festival de 1997
Além do Sol, do álbum Volume 7, contendo um belíssimo solo com órgão Hammond
Claudio Souza - bateria • Fabio Golfetti - guitarra e vocal • Angelo Pastorello - baixo
2000 a 2001
Gregor Izidro - bateria • Fabio Golfetti - guitarra e vocal • Sandro Garcia - baixo
2001 a 2003
Gregor Izidro - bateria • Fabio Golfetti - guitarra e vocal • Angelo Pastorello - baixo
2003 a 2005
Claudio Souza - bateria • Fabio Golfetti - guitarra e vocal • Angelo Pastorello - baixo
2005 a 2005
Claudio Souza - bateria • Fabio Golfetti - guitarra e vocal • Angelo Pastorello - baixo • Fernando Cardoso - teclados
2005 a 2008
Claudio Souza - bateria • Fabio Golfetti - guitarra e vocal • Gabriel Costa - baixo • Fernando Cardoso - teclados
2008 a 2011
Fred Barley - bateria • Fabio Golfetti - guitarra e vocal • Gabriel Costa - baixo • Fernando Cardoso - teclados
Formação atual
Fabio Golfetti - guitarra e vocal • Gabriel Costa - baixo • Fernando Cardoso - teclados • José Luis Dinóla - bateria
Discografia
- Reflexos da Noite (EP, 1986)
- Violeta de Outono (LP, 1987)
- The Early Years (K7, 1988)
- Em Toda Parte (LP, 1989)
- Eclipse - Ao Vivo (CD, 1995)
- Mulher Na Montanha (CD, 1999)
- Live at Rio ArtRock Festival '97 (CD, 2000)
- Ilhas (CD, 2005)
- Violeta de Outono & Orquestra (DVD, 2006)
- Volume 7 (CD, 2007)
- Seventh Brings Return - A Tribute to Syd Barrett (DVD, 2009)
- Theatro Municipal, São Paulo, 3 de maio de 2009 (CD, 2011)
- Espectro (CD, 2012)
Continuando a série sobre bandas brasileiras que fizeram algum sucesso nos anos 80, hoje eu vou falar de 2 bandas: Egotrip e Herva Doce.
A primeira banda surgiu em 1985 fundada por Arthur Maia (Baixo, Vocais e Teclados) e contava Nando Chagas (Vocais, Guitarra e Teclados), Francisco Farias (Guitarra e Teclados), José Rubens (Saxofone e Teclados) e Pedro Gil (Filho de Gilberto Gil - Bateria e Teclados), todos músicos talentosos e com boas influências musicais. O nome da banda, vem da fusão da palavra latina Ego (eu) com a inglesa trip (viagem), ou seja, uma viagem ao ego, ao "eu" interior. Segundo o blog Crônicas Atípicas, cujo autor não se identifica, "algo que você escreve se torna uma Egotrip quando você começa escrevendo sobre alguma coisa em específico e de repente começa a falar sobre algo de você, seja fictício ou não, o que importa é que você esteja no meio. Uma Egotrip não precisa ser, necessariamente, confessional. Se aconteceu ou não, não importa. O importante é você contá-lo em primeira pessoa."
A banda lançou um único álbum "Egotrip" em 1987 e estourou nas paradas de sucesso com a música "Viagem ao fundo do ego", que fez parte da trilha sonora da novela global Mandala. Era uma música com uma batida rock n' roll bem legal e uma letra brilhante que contava com pérolas como:
Explorador sem experiência, marinheiro de primeira viagem...
Embarquei de peito aberto levando só coragem...
Perdi tudo que eu tinha e o que eu tinha era só coragem...
Coragem pra enfrentar, frente a frente eu comigo...
Como se enfrenta um irmão no exército inimigo...
Coragem pra encarar, frente a frente eu no espelho...
Como se encontra um irmão que lhe nega um conselho...
Também destaco deste álbum, a música "Kamikaze", uma balada com 6 minutos de duração e uma pegada mais pop, comandada por baixo e teclado.
Infelizmente, a banda não durou muito tempo, pois em 1990, Pedro Gil falece em um acidente de carro e os demais membros da banda decidiram se separar.
Confira vídeo da banda tocando seu sucesso "Viagem ao fundo do ego"
A próxima banda, a Herva Doce surgiu em 1982, formada por Renato Ladeira (voz e teclados) Marcelo Sussekind (guitarra), Paul de Castro (guitarra e violino), Roberto Lly (baixo), Pena (bateria). Lançaram seu primeiro disco nesse mesmo ano pela gravadora EMI-Odeon e emplacou o hit "Erva Venenosa", uma versão de "Poison Ivy", uma canção de 1959 do conjunto The Coasters. No ano seguinte a banda abriu o show da banda KISS no estádio do Maracanã para um público de mais de 200 mil pessoas e em 1984 abriu o show da banda Van Halen no Maracanãzinho.
Em 1985, a banda assinou com a gravadora RCA e lançou um LP que trouxe o maior sucesso da banda, a escrachada faixa-título "Amante Profissional", música que até hoje faz sucesso nas festinhas dos anos 80 Brasil afora. O grupo lançou mais um álbum, "Desastre Mental" de 1986, sem atingir o sucesso do álbum anterior, e encerrou as atividades no ano seguinte.
Estou iniciando postagens sobre algumas bandas brasileiras que surgiram nos anos 80, que foi, certamente, o período mais rico do rock nacional. Mas não vou falar de bandas consagradas do mainstream nacional, como por exemplo, Titãs, Paralamas do Sucesso e Legião Urbana. Mas sim de algumas bandas que marcaram presença nesta época, mas não fizeram tanto sucesso, ou não foram tão reconhecidas, ou que duraram pouco tempo.
A primeira banda desta série é a Banda Zero, cujo som pode ser classificado como pós-punk com letras um tanto niilistas e melancólicas, como se pode perceber em uma de suas músicas mais conhecidas "Agora eu Sei"
Há muito tempo eu ouvi dizer Que um homem vinha pra nos mostrar Que todo o mundo é bom E que ninguém é tão ruim O tempo voa e agora eu sei Que só quiseram me enganar Tem gente boa que me fez sofrer Tem gente boa que me faz chorar, me faz chorar
A banda surgiu em 1983 contando com Guilherme Isnard (ex-Voluntário da Pátria) nos vocais, Cláudio Souza (bateria), Beto Birger (baixo), Gilles Eduar (sax), Fabio Golfetti e Nelson Coelho (guitarras). Esta formação dura 2 anos, mas durante este período não lançaram nenhum álbum, somente um compacto pela extinta gravadora CBS (atualmente Sony Music) em 1984 chamado "Heróis - 100% Paixão" e uma participação na coletânea Os Intocáveis da Deck Discos e no LP "Remota Batucada" de May East (na gravação de “Caim e Abel”).
Em 1985 Guilherme reestrutura a banda com Eduardo Amarante (ex-Agentss e Azul 29) na guitarra, Ricky Villas-Boas (ex-Joe Euthanázia) no baixo, Freddy Haiat (ex-Degradée) nos teclados e Athos Costa (ex-Tan-Tan Club) na bateria. No ano seguinte a banda lança o LP Passos no Escuro e emplaca os hits "Agora eu Sei", com participação de Paulo Ricardo e "Formosa". Este álbum rendeu disco de ouro à banda com cerca de 200 mil cópias vendidas.
Em 1987, a banda sofre uma alteração em sua formação, saindo Athos e entrando Malcolm Oakley (ex-Azul 29 e Voga) na bateria e lança outro LP Carne Humana, mantendo o mesmo estilo do anterior, sem no entanto atingir o mesmo sucesso. Deste álbum destaca-se as músicas "A Luta e o Prazer" e "Quimeras". No ano seguinte a banda abriu os shows da cantora Tina Turner no Brasil no estádio do Pacaembu (SP) e Maracanã (RJ).
Em 1989 decidiram se separar, porém fizeram show Brasil afora até 1992. Depois disso o vocalista Guilherme Isnard se dedicou a outros projetos artísticos até 1998.
Em 1999, para comemorar seus 15 anos, a banda retornou às atividades com sua formação clássica com Eduardo, Ricky e Freddy, e em 2000 lançam Electro Acústico, um álbum contendo sucessos antigos da banda em novas versões além de 4 músicas inéditas. Em 2004 é lançada a coletânea Dias Melhores com os maiores hits da banda e o 1° compacto da banda lançado em 84. Em 2007 sai um disco só de inéditas chamado Quinto Elemento.
Confiram agora alguns vídeos da banda:
Clip original da música"Agora eu sei":
Participação da banda no extinto programa Globo de Ouro tocando "A Luta e o Prazer"
Ficha técnica
Origem
São Paulo
País
Brasil
Gênero(s)
Pop rock, new romantic, new wave, pós punk, rock gótico
Para abrir este blog eu escolhi uma das bandas mais legais (e infelizmente uma das mais subestimadas) de rock progressivo: Camel
Esta é uma banda inglesa que ainda está em atividade, formada em 1971 quando membros de uma banda chamada The Brew, Andrew Latimer (guitarra), Andy Ward (bateria) e Doug Fergusson (baixo) recrutaram o tecladista Pete Bardens. Depois disso mudaram o nome da banda para Camel (camelo, em inglês). Em 1973 lançaram seu álbum de estréia - Camel - que não obteve êxito comercial. No ano seguinte lançaram o álbum Mirage, que conta com um de seus maiores sucessos - Lady Fantasy.
Em 1975 lançaram um bem sucedido álbum conceitual contendo somente músicas instrumentais, chamado Snow Goose. O álbum seguinte, Moonmadness, lançado em 1976, também obteve êxito, com destaque para as belíssimas músicas Air Born e A Song Within a Song. Neste ano, porém a banda teve sua primeira baixa, com a saída do baixista Doug Fergusson, substituído por Richard Sinclair, ex-membro da banda de rock progressivo Caravan. Com esta formação lançaram mais 2 álbuns: Rain Dances (1977) e Breathless (1978), sendo que após o lançamento deste último, o tecladista Pete Bardens deixou a banda, sendo substituído por Dave Sinclair, também do Caravan e primo de Richard Sinclair.
Em 1979 os primos Sinclair deixaram a banda, sendo substituídos por Kit Watkins e Colin Bass, e com esta formação lançaram o álbum I Can See Your House From Here, cuja capa causou polêmica por mostrar um astronauta crucificado olhando para a terra. O grande destaque deste álbum é a estupenda Ice, uma música instrumental de 10 minutos em que o líder da banda Andrew Latimer ataca de Guitar Hero!
Nos anos 80 a banda lança dois álbuns conceituais: Nude (1981), baseado na história real de um soldado japonês encontrado vários anos após o fim da II Guerra Mundial em uma ilha no Pacífico sem saber que a guerra havia terminado, e Stationary Traveller (1984), que fala sobre refugiados da Alemanha Oriental tentando atravessar o Muro de Berlim para chegar ao lado ocidental da cidade. Ainda neste ano é lançado um álbum ao vivo da banda (Pressure Points).
Depois disso a banda sai de cena, só retornando em 1991 com o álbum Dust and Dreams. Em 1997 a banda saiu em turnê pelos EUA, que resultou em Coming of Age, um CD duplo ao vivo e um DVD. Em 1999 a banda lança mais um álbum de estúdio, o Rajaz, que conta com uma belíssima faixa-título.
Em 2002, sai o último álbum de estúdio da bandaA Nod and a Wink, que foi dedicado ao músico Pete Bardens, que morreu em janeiro desse ano, vítima de câncer no pulmão.
Embora a banda não tenha feito tanto sucesso quanto seus congêneres Pink Floyd e Yes, a qualidade do seu trabalho nada fica a dever e estas bandas.